Significa que terá uma ampla exposição na mídia internacional por cerca de 4 anos, criando condições para se tornar um grande “objeto de desejo” e um dos maiores destinos turístico mundial.
O Rio de Janeiro poderá repetir o que Barcelona conseguiu com as Olimpiadas de 92: tornar-se um grande destino do turismo internacional. Pelo que foi mostrado no road-show da Copa 2014, no entando, a “cidade” ainda não percebeu todo o potencial que esses eventos poderá proporcionar. As visões ainda são limitadas, com ilusões e equívocos.
O Plano de Mobilidade é vinculada à Copa e as Olimpiadas, mas as experiências anteriores mostraram que não são essenciais para os eventos, como ficou demonstrado com os Panamericanos e com as Olimpiadas Militares. Tanto os atletas como os turistas estrangeiros para os eventos vão se movimentar por vans ou ônibus fretadas, não dependendo do transporte coletivo. E para os dias dos jogos serão estabelecidas operações especiais para garantir a mobilidade. Com ou sem essas obras não deverá haver problema com a mobilidade. Então se apela para o legado. Essas obras seriam importante para a cidade.
Primeiramente é preciso desmistificar essa entidade ficticia que os urbanistas e a mídia apelidam de “cidade”. A cidade não se movimenta, a cidade não é um elemento ativo. É um sítio passivo, que se movimenta é porque ocorrem acidentes naturais, como deslizamentos de encostas. Quem se movimenta é o cidadão. Essa confusão entre cidade e cidadão é compreensivel, mas leva muitas vezes a decisões equivocadas. É preciso dar o nome certo às coisas. O legado, no caso, é para os cidadãos cariocas que passariam a ter melhores serviços de transporte e alternativa para a movimentação.
Mas esse legado está voltado para o passado. Em grande parte está voltado para atender demandas reprimidas. Quando procura gerar novas alternativas para de concepções obsoletas. Criar vias para facilitar a presença de trabalhadores da Zona Norte à Barra, percorrendo grande distâncias é um equívoco. O que é preciso – prioritariamente – é fazer com que as pessoas morem e trabalhem próximos. O novo modelo de urbanização é a formação ou consolidação de clusters urbanos.
A estruturação do plano de mobilidade urbana deve considerar o futuro da cidade, com o desenvolvimento dos clusters e a ligação entre esses. Não deve ser uma ligação pendular.
Por outro lado as belezas naturais da cidade maravilhosa, eternamente preparada para encantar os turistas (nacionais ou estrangeiros) independentemente da Copa ou das Olimpiadas, não deixam os “turismólogos” cariocas e fluminenses perceberem que há um outro turismo, com uma grande evolução e que precisa ser adequadamente tratado.
O Rio de Janeiro está sendo transformado no terceiro maior polo mundial da cadeia de petróle & gás. No segmento de fornecimento de equipamentos e materiais especializados existem, atualmente, dois grandes polos mundiais: um em Houston, EUA e outro em Aberdeen, Escócia. O terceiro, com maior dinamismo está em Macaé, litoral norte do Rio de Janeiro. O grande polo de desenvolvimento tecnológico mundial está em Stavanger na Noruega, em função do petróleo do Mar do Norte. O novo grande polo está sendo instalado no Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão.
O Rio de Janeiro já está com um grande volume de turistas estrangeiros que não está na cidade a passeio. Mas aparentemente são tratados como tal.
O Rio de Janeiro precisa se preparar para o turismo de negócios e avaliar os eventuais conflitos entre esse segmento com o de lazer e com os atraidos pela Copa e Olimpiadas.
Os turistas de lazer poderão transferir a sua vinda ao Rio para não coincidir com os da Copa. Mas os de negócio não poderão adiar por um mês ou mais as suas vindas.
O futuro do Rio de Janeiro é promissor e não dependerá apenas dos roylaties. Mas parece não ter percebido todo o seu potencial
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